Mais uma medida contra a qualidade do ensino. Isto, ainda, numa altura em que um estudo da OCDE apela a uma nova cultura de ensino em Portugal, nomeadamente ao nível da melhoria nas aprendizagens.
Não é com turmas de 30 ALUNOS que se consegue essa melhoria!!!!!!
Um espaço onde a EDUCAÇÃO é concebida no seu sentido mais abrangente e total e não como sinónimo de ensino e educação escolar.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
MAGS- consultoria, formação e eventos, um projeto em construção...
Este projeto nasce da necessidade, pessoal, de partilhar o conhecimento adquirido ao longo da minha formação académica e profissional.
Nasce numa época em que, nunca como hoje, as mudanças nas nossas vidas são tão profundas e abrangentes, rápidas e irreversíveis. Em que, o que é, repentinamente passa ao que era, e o presente rapidamente cai no passado.
É, pois neste contexto que surge a MAGS- consultoria, formação e eventos.
Surge, sabendo da necessidade que temos de atualizar os nossos conhecimentos, e do risco que corremos se não o fizermos. Nomeadamente, o de sermos apanhados pela engrenagem das rotinas, hábitos e crenças e, consequentemente, ficarmos sem disponibilidade e capacidade para perceber e interpretar criticamente o mundo em que vivemos.
Como projeto, assume prioridade na promoção do conhecimento e, consequentemente, numa maior autonomia das pessoas.
“O projecto não é uma simples representação do futuro, mas um futuro para fazer, um futuro a construir, uma ideia a transformar em acto”.
Jean Marie BARBIER(1991)
quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
A importância de aprender a empreender.....
Num contexto económico atual, em que aumenta o risco de exclusão duradoura do mercado de trabalho e de maior precariedade do emprego, o empreendedorismo ganha, entre nós, um maior relevo. Assim, apesar de considerar que não há soluções mágicas, criar o próprio emprego pode ser considerado uma alternativa, sobretudo, num contexto de crise como o que enfrentamos.
O enfoque no empreendedorismo no quadro das políticas ativas de emprego não é novo. Apesar de Portugal ser considerado o país da Europa onde a vontade de empreender é das mais elevadas, os últimos dados conhecidos revelam que, na altura de passar da ideia à concretização, a maioria dos indivíduos desiste.
Os principais entraves que poderão estar na origem deste desfasamento entre a intenção e a ação, relacionam-se com a aversão ao risco, com o medo de fracassar e com a burocracia excessiva inerente à criação de empresas.Ser empreendedor exige mais do que simplesmente ter uma ideia de negócio que muitas vezes fica pelo caminho ao confrontar-se com adversidades.
Perante um clima económico desfavorável e a falta de informação, agravados pela quase inexistência de uma cultura de ensino empreendedor no país, debater, promover e explicar o empreendedorismo, sobretudo nas nossas escolas e universidades, é o caminho a seguir.
Em jeito, não de conclusão mas de reflexão, entendo que, apesar de não existir nenhuma personalidade tipo ou lista que identifique os requisitos necessários para ser empreendedor, há, contudo, determinadas caraterísticas pessoais que o diferenciam positivamente.
Em jeito, não de conclusão mas de reflexão, entendo que, apesar de não existir nenhuma personalidade tipo ou lista que identifique os requisitos necessários para ser empreendedor, há, contudo, determinadas caraterísticas pessoais que o diferenciam positivamente.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Escolher é Decidir......
Nas nossas vidas, os maiores problemas não são os obstáculos do caminho, mas a escolha da direção errada.
Neste entendimento, o momento de escolher, seja a nível pessoal, profissional ou académico, torna-se assim ,uma das decisões mais importante da nossa vida.
A época em que vivemos, é uma era de incertezas, de fragmentações, de desconstruções, da procura de valores, do vazio, do imediatismo, do hedonismo, do consumismo, etc.. É um período em que os indivíduos tendem a sentir-se confusos diante da velocidade com que o seu mundo se modifica, tornando, por isso, nebulosa a sua própria inserção nesse mundo.
Neste contexto, cabe-nos lançar a mão a novas ferramentas, que favoreçam a nossa evolução pessoal e nos preparem melhor para a adaptação ao tempo em que vivemos, e nos permita descobrir e aperfeiçoar novas competências.
Enquanto sintoma de crise, a instabilidade tem a vantagem de nos obrigar a ir mais fundo na procura e desenvolvimento dos nossos recursos, e da maneira de utiliza-los melhor e o mais plenamente possível e, deste modo, ultrapassar os obstáculos.
Esta necessidade de nos ultrapassarmos traduz-se numa procura de aprofundamento do nosso auto conhecimento. Só isto permite ter uma consciência mais alargada das nossas competências, tornar mais claros os nossos interesses, conhecer desejos e motivações e fazer escolhas mediante esta realidade.
Neste sentido, mais do que informar sobre as carreiras profissionais ou ajudar a escolher uma profissão, cabe à Orientação Vocacional, promover o auto conhecimento e auxiliar o indivíduo a adaptar-se à vida.
Escolher é esboçar um projeto de vida. Estabelecer e fixar esse projeto é, por vezes, mais que uma escolha, pois implica renunciar a várias outras escolhas possíveis. Escolher é decidir e essa decisão é um ato de coragem que significará perda.
Assim, encarar a escolha significa encarar o conflito que se trava dentro de nós, e que por vezes é dolorosa, cansativa e angustiante, mas que deve ser enfrentada.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Conhecimento sem afetos vale menos
Vivemos uma época de permanente mudança e o que define e carateriza essa mudança é a economia.
Globalizada e ferozmente competitiva, esta exige dos indivíduos, atitudes, competências e conhecimentos muito diferentes daqueles que se consideravam serem suficientes em épocas anteriores.
São cada vez mais os indivíduos que se deparam com profissões que não tiram proveito da sua formação, ou descobrem que o conhecimento académico adquirido não os preparam devidamente para a vida profissional.
Passará a empregabilidade, exclusivamente, pelo investimento no conhecimento?
Considerando o que defendem alguns autores, o sucesso profissional não depende apenas do conhecimento. Atitudes, valores e outras dimensões não cognitivas, como é o caso das características afetivas e emocionais, também contribuem para arranjar e manter o emprego. É a chamada Inteligência Emocional e prende-se com as emoções.
Neste entendimento alguns autores, como Goleman (1998), defendem que são as emoções que expressam impulsos, geram ideias, condutas, ações e reações, isto é, não é apenas a razão que influencia os atos dos indivíduos. Os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender as suas próprias emoções e a dos outros.
O livro A Nova Inteligência, da autoria de Daniel Pink, (uma referência no mundo da gestão e do comportamento), explica porque devemos dar primazia ao hemisfério direito do nosso cérebro. Segundo este autor, esta é zona do cérebro que está relacionada com as funções que podemos de apelidar de mais intuitivas, criativas, mais ligada ao nosso bem estar. Quanto ao lado esquerdo, o autor relaciona-o com as funções designadas como "mais racionais", metódicas, vocacionadas para tarefas mais exatas no seu planeamento e execução. Este tem sido o lado do cérebro mais valorizado nos últimos tempos, com consequências ao nível do bem estar e felicidade das pessoas.
Segundo a Psicologia Positiva e, numa sociedade onde a economia prevalece sobre tudo o resto, o caminho tem que ser o de dar atenção ao bem estar das pessoas, aos seus níveis de felicidade e, sobretudo, tê-las em consideração quando se pensa em políticas económicas.
É um caminho difícil, sobretudo numa altura em que as politicas educativas valorizam cada vez mais o lado esquerdo do nosso cérebro: a educação é razão, lógica. Tudo o que seja intuição, criatividade, isto é, funções atribuídas ao lado direito, é menos valorizado.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O Lado B(om) da Crise..............
Vivemos de facto um tempo de transição, vulgarmente denominado de "crise" em que os receios são muitos e as certezas muito poucas. Este momento parece ser o ideal para o lançamento de novas construções, mais especificamente ao nível da reconstrução da relação do indivíduo com o mundo. Estas situações, essencialmente desafiantes, e para as quais nem sempre o individuo está preparado é que se perspetivam como verdadeiras transições de vida.
Em síntese, a crise obriga a mudar de vida....
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