Embora pareça uma frase demasiada banal, é disso mesmo que se trata quando falamos da vida, do presente e do futuro.
Sobre o destino sabemos muito pouco. Ou nada, mesmo. A única certeza é que, em grande medida, havemos de colher amanhã o que semeámos hoje.
Mas a vida é muito maior do que nós e pode oferecer muitas surpresas. Que podem ser boas e más.
É, sobretudo, na forma como lidamos com aquilo que a vida traz que se tece o nosso destino. Isto é, o destino não nos espera no fundo do caminho. Constrói-se hoje, um dia atrás do outro e resulta em grande medida de tudo o que fazemos, sentimos e pensamos, das escolhas e das opções que tomamos.
Um espaço onde a EDUCAÇÃO é concebida no seu sentido mais abrangente e total e não como sinónimo de ensino e educação escolar.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sábado, 8 de setembro de 2012
O que são "PESSOAS TÓXICAS" e algumas das suas caraterísticas
A relação com os outros e connosco próprios é sempre uma relação frágil. Sujeita a inúmeras pressões e condicionada por incontornáveis circunstâncias, pode ficar distorcida ou quebrar-se de um momento para outro. Importa, por isso, perceber a raiz dos mal-entendidos e as fontes dos equívocos.
A maior fonte de problemas de um ser humano é quase sempre outro ser humano.
No entanto não é menos verdade que a nossa maior fonte de alegria também é sermos humanos com os outros. E os outros connosco.
Precisamos dos outros para crescer, com tudo o que isso implica de esforço, dificuldades e aprendizagem contínua, mas também de comunhão, alegria e partilha de sentimentos.
Aperfeiçoar a nossa capacidade de conviver com os outros é o desafio que se coloca a todos, mas é importante que tentemos evitar, tanto quanto possível, que estes sejam a causa principal das nossas frustrações ou tristezas maiores.
A este propósito e decorrente da leitura de um artigo, recentemente publicado numa conhecida revista cientifica, há certas pessoas que adotam diversos perfis psicológicos que, de acordo com alguns psicólogos e psiquiatras, podem ser considerados como "pessoas tóxicas". Isto é, de acordo com estes mesmos especialistas, são como vampiros emocionais que sugam a energia alheia e infernizam a vida dos outros
São parasitas sociais que procuram dominar as vítimas para humilhá-las, anulá-las ou destruí-las.Todos os dias convivemos com tais pessoas que, no entender de alguns especialistas, caraterizam-se sobretudo, por terem uma baixa autoestima.
Não lhes interessa que o êxito que conquistamos tenha sido fruto do nosso trabalho ou do nosso talento. A sua principal preocupação é conseguir estratégias capazes de nos destruir, seja através da depreciação ou da calúnia. Das 10 perfis psicológicos caraterizados no referido artigo, há alguns cujo comportamento quero aqui, de forma sucinta, enfatizar.
Neste sentido começamos pelo chamado de "vítima queixinhas" como sendo um tipo de pessoa tóxica que transpira negatividade pelos poros.Se algo lhe correr bem, procurará sempre dar a volta à situação para a transformar em qualquer coisa de mau, de negativo. Vê-se a si próprio como uma vítima indefesa. É um indivíduo que vê tudo negro. São pessoas que se estão sempre a queixar, a perguntar por que é que o mundo as trata dessa forma. No entanto são incapazes de fazer seja o que for para sair dessa situação. Vivem zangadas com os outros e consigo próprias.
Para o "medíocre", a ausência de metas na vida, é uma característica muito própria neste tipo de pessoas. A moleza e a letargia são comportamentos altamente contagiosos. Embora não façam mal a ninguém, apenas a si próprias, são figuras que vivem em permanente letargia.
Manter relações sociais com pessoas medíocres é fazer parte de um grupo de gente tóxica que irá envenenar, pouco a pouco, quem tiver um carácter aberto, empreendedor e dinâmico.
O "intriguista coscuvilheiro" é outra figura tóxica perigosa, pois pode gerar grandes rivalidades no âmbito laboral e não só. O intriguista sente prazer em ser escutado pelos outros. É a sua forma de conquistar prestígio.Tem consciência que para ter público, a mensagem a transmitir deve ter impacto. Como nunca tem algo interessante para contar, inventa. Dirige a calúnia contra pessoas que não lhe agrada ou que inveja em segredo.
O "depreciador" é um indivíduo que sente prazer em depreciar ou menosprezar os outros. O seu principal objetivo é anular, manipular ou desestabilizar as emoções das suas vítimas. Isto porque, só dessa forma poderá brilhar em todo o seu esplendor.
Tem como principal objetivo na vida, conseguir que a outra pessoa viva desconfiada e insegura, de forma a depender das suas opiniões.
Vive oculto por detrás de uma máscara para esconder o seu mau humor, a sua irritabilidade e a sua falta de controle. É incapaz de se mostrar e de se relacionar tal como é.
Por último, o "invejoso", cuja característica principal é o de passar a vida a desejar o que os outros têm.
É incapaz de triunfar na vida, pelo que fica obcecado com os êxitos alheios. O invejoso tenta acabar com a vítima através da perseguição ou depreciação constantes. Odeia-a pelas conquistas e pelo êxito que alcançou. Desperdiçam tanto tempo a pensar nas outras pessoas que não têm vontade para nada quando têm de se ocupar de si próprias. Os invejosos não suportam as pessoas que ocupam lugares de privilégio. Odeiam quem se esforçou para melhorar a sua qualidade e conseguiu subir na vida. São pessoas que atacam os outros e nunca prosperam.
Embora possam adotar diversos perfis psicológicos, todos partilham duas características: são manipuladores e intratáveis.
Apenas a experiência nos permite detetá-los a tempo e evitar qualquer contacto.
Apenas a experiência nos permite detetá-los a tempo e evitar qualquer contacto.
domingo, 22 de julho de 2012
PORQUE VALE (SEMPRE) A PENA APRENDER!!!!!
Nunca como hoje se valorizou e estimulou tanto a vontade de aprender. A explicação talvez se deva ao facto de, nunca como hoje as mudanças, em todos os domínios e níveis, serem tão profundas, abrangentes, rápidas e irreversíveis.Neste sentido, cabe-nos lançar a mão a novas ferramentas que favoreçam a nossa evolução pessoal e nos preparem melhor para a adaptação ao tempo em que vivemos e que nos permitam descobrir e aperfeiçoar novas competências, muitas das quais não sonhávamos ter.
Neste âmbito, a educação(formal, não formal e informal) é eficaz quando nos ajuda a enfrentar as crises, as etapas de incerteza, de deceção, de fracasso em qualquer área e nos ajuda a encontrar forças para avançar e achar novos caminhos de realização.
O maior desafio que se nos coloca é aprender a transformar-nos em pessoas cada vez mais humanas, sensíveis, afetivas e realizadas, andando em contra mão de muitas visões materialistas, egoístas, deslumbradas com as aparências.
Tendo presente da importância que outros contextos têm na aprendizagem, é da educação escolar, nomeadamente ao nível do ensino superior, que pretendo aqui realçar. Isto, num momento em que, pessoas importantes na minha vida, concluíram recentemente a sua licenciatura, e que outras se encontram, também, em processo de conclusão.
Sou dos que pensa que não é preciso andar na escola para adquirir uma preparação inteletual e humana. No entanto e tendo em conta a minha vivência, a preparação académica, só a escola e todo o ambiente que a integra (interação entre os colegas e os professores) a pode proporcionar.
A visão compartimentada e rígida da atividade dos diferentes grupos etários-os novos são para aprender, os adultos para trabalhar e os velhos para descansar- perde, cada vez mais, oportunidade e sentido.
Assim, enquanto uns avançam (em muitos dos casos superando adversidades) ao longo do tempo na qualidade da sua aprendizagem, dos desafios, outros parecem que estacionam, que só fazem manutenção ou até regridem. "Vão vivendo", contentando-se com expetativas mínimas.
De acordo com a leitura de um livro recentemente publicado, "para progredir o ser humano deve aprender o que é grande e o que é pequeno. Quem não introduz novos conhecimentos e matrizes na sua trajétoria pessoal estanca em visões rígidas que não permitem lidar com a vida, não conseguindo colocar-se à prova".
Em jeito de conclusão (e de férias), este foi o meio que encontrei para reconhecer publicamente aqueles e aquelas que, numa fase mais madura das suas vidas, encontram motivos para gostar de aprender mais.
Muitas vezes o impossível é aquilo que nunca se tentou fazer
Jim Goodwin
domingo, 8 de julho de 2012
Os exames como panaceia da qualidade do ensino/aprendizagem!!!!!!
Este artigo surge em vésperas de serem conhecidos os resultado da 1.ª fase dos exames
finais nacionais, do ensino secundário, e tem presente (do meu ponto de vista errado) a convicção, por parte do atual ministro de educação, de que só por haver exames as coisas melhoram.Desde há muito que boa parte do seu pensamento
educativo, se assim se pode chamar, se centra na promoção de mais exames como
forma de melhorar a qualidade e os resultados dos alunos.
Na linha do que tenho vindo a escrever,
reconheço a óbvia importância dos exames, isto porque considero a avaliação regular como imprescindível.A qualidade do ensino
promove-se, é certo e deve sublinhar-se, com a avaliação rigorosa e regular das
aprendizagens, naturalmente, mas também com a avaliação do trabalho dos
professores, com a definição de currículos adequados e de vias diferenciadas de
percurso educativo para os alunos sempre com a finalidade de promover
o sucesso educativo e combater o abandono escolar, com a estruturação de dispositivos de apoio a alunos
e professores eficazes e suficientes, com a definição de políticas educativas
que sustentem um quadro normativo simples e coerente e modelos adequados de
organização e funcionamento das escolas, com a definição de objectivos de curto
e médio prazo, etc.
A introdução
de mais exames como panaceia da qualidade promove, do meu ponto de vista, o
risco do trabalho escolar se organizar centrado na preparação dos alunos para a
multiplicidade de exames que realizam.
A defesa
de mais exames, como muitas vezes é feita, em nome do combate ao
"facilitismo" é, nas mais das vezes, um discurso demagógico, ele sim,
"facilitista". No entanto, as referências à exigência e ao rigor
vendem bem, ainda que deixem de lado os aspectos mais essenciais da educação,
como bem acentua o trabalho da OCDE, isto é, promover a qualificação para todos os alunos.
A questão central da qualidade não é
a avaliação, mas os conteúdos e os processos de ensinar e aprender.Os dispositivos de avaliação são uma parte
fundamental, imprescindível e integrada de todo este processo e não o fim das
aprendizagens como parece ser o entendimento do atual ministro.
sábado, 16 de junho de 2012
Ontem...e Hoje!!!!
“Se não acredita no investimento na educação experimente investir na
ignorância”
Lembro-me como se fosse hoje. “Estuda para tirar boas notas. Tens de entrar na universidade e tirar um curso superior para seres alguém”.
Lembro-me como se fosse hoje. “Estuda para tirar boas notas. Tens de entrar na universidade e tirar um curso superior para seres alguém”.
Durante a minha juventude ouvi este conselho vezes sem conta. Os meus colegas queixavam-se de ouvir o mesmo conselho. Parecia que os pais da minha geração tinham a mesma obsessão: ter filhos “doutores”.
O sonho dos pais era que os filhos fossem médicos, engenheiros ou advogados. Para alcançarem a terra prometida, composta por um bom emprego e uma vida feliz, as famílias faziam grandes sacrifícios para que os filhos entrassem para a universidade. Passadas algumas décadas, pode dizer-se que a política de produzir advogados, médicos e engenheiros, ou “trabalhadores do conhecimento” como preferia chamar-lhes Peter Drucker, foi muito bem-sucedida. Além de ter permitido quebrar o monopólio de privilégios da elite da época, permitiu também o acesso de pessoas das mais variadas origens sociais a melhores oportunidades profissionais.
Contudo, o sistema parece estar esgotado. O reinado dos “especialistas do conhecimento” cheios de títulos académicos que teve acesso a uma vida privilegiada parece ter acabado. Hoje, ter uma licenciatura não dá garantia de ser alguém na vida. Mais, não dá qualquer garantia de emprego, como se comprova pelo número crescente de licenciados que tão bem conhecem o desemprego e o trabalho precário sem quaisquer regalias sociais.Para muitos licenciados, pode mesmo dizer-se que têm o privilégio de não ter privilégios.
Hoje em dia, em conversas com amigos costumo ouvir, com alguma frequência, “o meu filho/a não consegue emprego pelo que está a tirar o mestrado”. Sempre que ouço este desabafo ocorre-me a mesma dúvida: será que com o mestrado vai arranjar emprego com mais facilidade?
Para começar, convém lembrar a enorme revolução em curso no mercado de emprego. Se por um lado, o desemprego está a crescer, por outro, o número de empregos está a decrescer. A isto, acresce, ainda o facto que, neste cenário de elevada redução de emprego, o número de diplomados no ensino superior tem vindo a subir significativamente.
Neste contexto, a questão central que se coloca aos jovens licenciados é: o que devo fazer para melhorar a minha empregabilidade?
Obviamente, as hipóteses poderão ser múltiplas. No entanto, antes de qualquer decisão é fundamental que cada um faça uma reflexão sobre o que pretende: o que sou, o que quero vir a ser em termos pessoais e profissionais e o que devo fazer para o conseguir.
Concluída a reflexão, para uns, a solução poderá passar por um mestrado mas, para outros, a solução será seguramente bem diferente.
No
entanto, uma coisa é certa, devemos compreender que a aprendizagem é, hoje, um
processo ao longo da vida.
A aprendizagem não é, apenas,
sobre “ganhar a vida” mas sobre “aprender e reaprender a viver”. É sobre
aprender hoje, aprender amanhã, aprender sempre.”
domingo, 10 de junho de 2012
A DIFÍCIL HORA DA ESCOLHA
Aproxima-se, muito rapidamente, um período em que uma parte significativa dos jovens se depara com um ciclo de altas pressões que lhes dificulta viver e pensar o futuro de um modo sereno.
Isto, ainda, num período em que as questões relacionadas com a educação e a escola, são notícia todos os dias pelas mais variadas razões. Muitas delas inquietantes e preocupantes.
Terminado o Ensino Básico (9ºano), os alunos são confrontados com o momento de decidir sobre a opção vocacional a seguir no Ensino Secundário (10.ºano), nomeadamente, ao nível dos Cursos Cientifico Humanísticos. Esta transição de ciclos representa, quase sempre, "um choque" para a maioria dos alunos.
Se para uns essa decisão não apresenta dúvidas, para muitos é um momento de difícil escolha.
Enquanto os filhos se preocupam com estas coisas, os pais pensam "se calhar o melhor para ele é fazer uns testes vocacionais no psicólogo"
O que será esta coisa da Orientação Vocacional? Será que os testes são a solução?
No processo de intervenção em Orientação Vocacional como a entendo e pratico, visa-se a exploração do percurso vocacional, numa perspectiva construtiva, ecológica e desenvolvimental.
Esta visão ultrapassa, em muito, a mera passagem de testes.Apesar de úteis, os testes devem ser vistos apenas como instrumentos num processo, não a resposta final.
Veja ou descarregue aqui um folheto desdobrável com mais informações.
Veja ou descarregue aqui um folheto desdobrável com mais informações.
domingo, 20 de maio de 2012
A importância dos outros....
Como tudo na vida, um projeto como a MAGS- consultoria, formação e eventos, também não se realiza isoladamente.
É um caminho...e nesse caminho cruzei-me com pessoas que não posso esquecer e quero aqui presentear com os mais sinceros agradecimentos.
Assim, este primeiro seminário "À conversa sobre..." realizado no dia 19 de Maio de 2012, constituiu um momento importante,nomeadamente ao nível do número de pessoas que estiveram presentes e que,deste modo, contribuíram para que este projeto se tornasse realidade.
Seria para mim muito gratificante que me fizessem chegar os seus comentários acompanhados de outras tantas sugestões. Todos eles serão bem vindos e tidos em conta para enriquecer futuros eventos.
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