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| Poster apresentado nas Jornadas de Iniciação à Investigação em Psicologia nos dias 11 e 12 de outubro de 2010 |
Um espaço onde a EDUCAÇÃO é concebida no seu sentido mais abrangente e total e não como sinónimo de ensino e educação escolar.
domingo, 29 de outubro de 2017
A relevância da orientação vocacional nos projectos vocacionais de alunos/as do ensino secundário beneficiários da acção social escolar
terça-feira, 3 de maio de 2016
REFLEXÃO...
A poucos dias de comemorar mais um aniversário, gostaria de partilhar a minha opinião
sobre a importância da celebração desta data. Pode parecer divertido, desejável
e importante, mas esta celebração não é vista da mesma forma por todos nós.
Neste entendimento, a questão essencial, mais
profunda, é que a comemoração do aniversário leva-nos a refletir sobre a nova
vida e a questionar as nossas prioridades. É uma época de balanço.
O que sabemos é que a comemoração do
aniversário, ou de qualquer outro marco importante da nossa vida, contribui
para a construção equilibrada da noção do Eu. Contribui, também, para
sedimentar a consciência de quem somos e sobre a fase do percurso de vida em
que nos encontramos bem como, o caminho a seguir. Daí considerar-se que a velhice
não depende da idade, mas das ilusões por cumprir e que existe uma velhice
biológica e uma psicológica.
Ninguém gosta de envelhecer. Envelhecer pode
significar um golpe emocional difícil de ultrapassar gerando efeitos
psicológicos como a angústia, a ansiedade, a tristeza e, por vezes, a
depressão. Estes efeitos psicológicos surgem com a perda da nossa autonomia, do
nosso autocontrolo, das nossas capacidades mentais e biológicas, da nossa autoestima
e da nossa capacidade de sentirmos úteis, capazes e desejadas.
Para contrariar
e gerir melhor a passagem dos anos devemos, entre outras, cuidar de nós com
carinho, isto é, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ter uma boa autoestima;
não parar de fazer planos e ter objetivos; manter a paixão pela vida e pelos
outros; mantermo-nos em atividade, fazer exercício físico sem esquecer o treino
cerebral; nunca deixar de aprender, de estudar, de conhecer novas realidades;
cuidar da saúde; não deixar de fazer o que gostamos por ser complicado ou
impróprio para a idade; não nos isolarmos e, sobretudo, não pensar no
envelhecimento como o fim da vida.
Uma pessoa é velha quando começa a olhar mais
para trás do que para a frente, quando se concentra mais nos factos passados do
que nos projetos futuros.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
SABER, É PERGUNTAR
A vida tem-me ajudado a entender, perguntando e perguntando-me, algo que de início não parecia tão claro. Quando hoje se discute o nível de conhecimentos das pessoas, desde os mais novos aos mais velhos, é que se evidencia essa suposta ausência de conhecimento, seja em contexto escolar, seja em contexto profissional.
Não
deixando de estar atento, fico também inquieto pelas perguntas que não
fazem, nomeadamente ao nível do ensino, e que, não querendo ser injusto
com muitos excelentes professores, foram "aprendendo" a não fazer.
Neste entendimento, considero que, aos poucos vão-nos fazendo acreditar que é melhor ter as respostas do que fazer as perguntas.
A pergunta é importante, a resposta é inteligente. A pergunta desestabiliza, a resposta valoriza.
A pergunta é o desassossego e a inquietação, a resposta é a tranquilidade.
A pergunta é a dúvida e a incerteza, a resposta é a segurança e a certeza.
A pergunta é a discussão, a resposta é a conformidade.
A pergunta é o receio, a resposta é a confiança.
A pergunta é a subversão, a resposta é a submissão.
Cada vez mais me convenço que, tão ou mais importante como saber dar respostas,
é saber fazer perguntas. Elas trazem as respostas.
domingo, 13 de dezembro de 2015
A importância da INTELIGÊNCIA EMOCIONAL...nas Organizações
O dia a dia mostra-nos que muitas das enfermidades que assolam as Organizações - desumanização, irresponsabilidade, competição desenfreada, avaliações prematuras, ausência de informação, incomunicação, degradação do relacionamento humano, ausência de ética, entre outras - estão relacionadas com o estado das relações emocionais, quer por parte de quem dirige, como de quem cumpre ordens e orientações.
De acordo com Daniel Goleman, psicólogo americano e autor do livro "Inteligência Emocional", as regras de trabalho mudaram: aptidões intelectuais e capacidades técnicas já não são suficientes para permitir bom desempenho e satisfação geral nas empresas. Hoje em dia é preciso muito mais. Na vida profissional como na vida privada é necessária inteligência emocional nas relações, nomeadamente entre dirigentes e subordinados
Neste sentido, a inteligência emocional, para além de definir o nosso comportamento e as nossas atitudes, permite-nos ser honestos connosco próprios e, consequentemente, com os outros.
Permite termos consciência e entendimento acerca dos nossos sentimentos e dos outros, de modo a que possamos expressar, potenciar e agir as emoções para encarar os problemas como desafios, de modo realista, observando as diferentes partes e compreendendo os outros como parte de um todo.
As Organizações que não incorporarem atempadamente a Inteligência Emocional no local de trabalho, poderão fracassar. Isto porque, procurar resolver problemas técnicos passando ao lado dos problemas humanos que estão na sua origem, é ficar pelos sintomas sem ir às causas.
domingo, 1 de março de 2015
"VAMPIROS EMOCIONAIS"
A relação com os outros e connosco
próprios é sempre uma relação frágil. Sujeita a inúmeras pressões e
condicionada por incontornáveis circunstâncias, pode ficar distorcida ou
quebrar-se de um momento para outro. Importa, por isso, perceber a raiz
dos mal-entendidos e as fontes dos equívocos.
Isto porque, a maior fonte de problemas de um ser humano é quase sempre outro ser humano.
No entanto não é menos verdade que a nossa maior fonte de alegria também é sermos humanos com os outros. E os outros connosco.
Precisamos
dos outros para crescer, com tudo o que isso implica de esforço,
dificuldades e aprendizagem contínua, mas também de comunhão, alegria e
partilha de sentimentos.
Aperfeiçoar
a nossa capacidade de conviver com os outros é o desafio que se coloca a
todos, mas é importante que tentemos evitar, tanto quanto possível, que
estes sejam a causa principal das nossas frustrações ou tristezas
maiores.Isto porque, há pessoas que nos deixam maldispostos, que nos consomem todas as energias, que nos fazem sentir culpados, que nos fazem questionar, entre outras.
Estas pessoas que adotam diversos perfis psicológicos que, de acordo com alguns psicólogos e psiquiatras, podem ser considerados como "pessoas tóxicas". Isto é, são considerados "vampiros emocionais" que sugam a energia alheia e infernizam a vida dos outros São parasitas sociais que procuram dominar as vítimas para humilhá-las, anulá-las ou destruí-las.
Todos os dias convivemos com tais pessoas que, no entender de alguns especialistas, caraterizam-se sobretudo, por terem uma baixa autoestima.
Não
lhes interessa que o êxito que conquistamos tenha sido fruto do nosso
trabalho ou do nosso talento. A sua principal preocupação é conseguir
estratégias capazes de nos destruir, seja através da depreciação ou da
calúnia. Das 10 perfis psicológicos caraterizados no referido artigo, há
alguns cujo comportamento quero aqui, de forma sucinta, enfatizar.
Neste sentido começamos pelo chamado de "vítima queixinhas" como sendo um tipo de pessoa tóxica que transpira negatividade pelos poros.Se algo lhe correr bem, procurará sempre dar a volta à situação para a transformar em qualquer coisa de mau, de negativo. Vê-se a si próprio como uma vítima indefesa. É um indivíduo que vê tudo negro. São pessoas que se estão sempre a queixar, a perguntar por que é que o mundo as trata dessa forma. No entanto são incapazes de fazer seja o que for para sair dessa situação. Vivem zangadas com os outros e consigo próprias.
Para
o "medíocre", a ausência de metas na vida, é uma característica muito
própria neste tipo de pessoas. A moleza e a letargia são comportamentos
altamente contagiosos. Embora não façam mal a ninguém, apenas a si
próprias, são figuras que vivem em permanente letargia.
Manter
relações sociais com pessoas medíocres é fazer parte de um grupo de
gente tóxica que irá envenenar, pouco a pouco, quem tiver um carácter
aberto, empreendedor e dinâmico.
O
"intriguista coscuvilheiro" é outra figura tóxica perigosa, pois pode
gerar grandes rivalidades no âmbito laboral e não só. O intriguista
sente prazer em ser escutado pelos outros. É a sua forma de conquistar
prestígio.Tem consciência que para ter público, a mensagem a transmitir
deve ter impacto. Como nunca tem algo interessante para contar, inventa.
Dirige a calúnia contra pessoas que não lhe agrada ou que inveja em
segredo.
O
"depreciador" é um indivíduo que sente prazer em depreciar ou
menosprezar os outros. O seu principal objetivo é anular, manipular ou
desestabilizar as emoções das suas vítimas. Isto porque, só dessa forma
poderá brilhar em todo o seu esplendor.
Tem
como principal objetivo na vida, conseguir que a outra pessoa viva
desconfiada e insegura, de forma a depender das suas opiniões.
Vive
oculto por detrás de uma máscara para esconder o seu mau humor, a sua
irritabilidade e a sua falta de controle. É incapaz de se mostrar e de
se relacionar tal como é.
Por último, o "invejoso", cuja característica principal é o de passar a vida a desejar o que os outros têm.
É
incapaz de triunfar na vida, pelo que fica obcecado com os êxitos
alheios. O invejoso tenta acabar com a vítima através da perseguição ou
depreciação constantes. Odeia-a pelas conquistas e pelo êxito que
alcançou. Desperdiçam tanto tempo a pensar nas outras pessoas que não
têm vontade para nada quando têm de se ocupar de si próprias. Os
invejosos não suportam as pessoas que ocupam lugares de privilégio.
Odeiam quem se esforçou para melhorar a sua qualidade e conseguiu subir
na vida. São pessoas que atacam os outros e nunca prosperam.
Embora possam adotar diversos perfis psicológicos, todos partilham duas características: são manipuladores e intratáveis.
Apenas a experiência nos permite detetá-los a tempo e evitar qualquer contacto.
Apenas a experiência nos permite detetá-los a tempo e evitar qualquer contacto.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
A ESCOLA QUE QUERO!!!
A escola de massas, onde um professor ensina ao mesmo tempo e no mesmo lugar dezenas de alunos, nasceu com a revolução industrial mas chegou ao século XXI. Decorridos dois séculos, mudaram os estudantes, mudou a sociedade e mudou o mercado de trabalho. Quando mudará a escola?
A escola de hoje, muito inspirada no cartesianismo, que privilegia tudo o que é racional, deixa de fora aquilo que é emocional. Esta visão racionalista do ensino desenvolve as competências racionais das crianças e jovens e evita os aspetos emocionais, artísticos e as visões humanistas do mundo.
Numa altura em que começa a emergir uma outra era, a designada"era conceptual" assim apresentada por Daniel Pink no livro A Whole New Mind: How to Thrive in the New Conceptual Age, na qual se valorizam os trabalhadores que consigam ser mais criativos e com maior inteligência emocional. De acordo com o que defendem alguns autores, aquilo que os empregadores hoje valorizam no estudante, mais do que aquilo que ele sabe "é a capacidade que ele tem de aprender coisas novas, de se adaptar às situações, de produzir conhecimento, de interagir". Só desta forma é possível os alunos ganharem autonomia.
Neste sentido, corroboro com o pensamento de alguns autores que defendem o desenvolvimento de outras competências, necessárias para que as crianças e jovens possam enfrentar desafios futuros, como: pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas, colaboração, agilidade e adaptabilidade, iniciativa e empreendedorismo, boa comunicação oral e escrita, capacidade de aceder à informação e analisá-la, e por último, curiosidade e imaginação.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
O CAMINHO É...QUALIFICAR, QUALIFICAR, QUALIFICAR!!!
Nos últimos dias tem sido notícia, por parte de alguma imprensa, a dramática questão do desemprego altíssimo entre os jovens licenciados. Segundo dados do INE, dos 146,5 mil desempregados, mais de 81 mil estão sem trabalho há mais de um ano. Esta situação, só não é mais grave porque, como é do conhecimento de todos nós, muitos milhares de jovens tem emigrado com a perspetiva de encontrarem um futuro que por cá não vislumbram.
Neste contexto, temo que estes números venham alimentar uma ideia perversa e errada, sobretudo por parte de alguma imprensa e de alguns "opinadores" de ocasião, ao considerarem-nos um "país de doutores".
Esta ideia de sermos um "país de doutores" pretende fazer crer de que "não vale a pena estudar" e que "excesso de qualificações é problema". Num país em que existe, ainda, um grande défice de qualificação, esta, nunca pode estar no lado do problema. Daí, considerar importante rebater a ideia generalizada na sociedade portuguesa de que temos licenciados a mais e de que não adianta estudar pois espera-os o desemprego.
A verdadeira questão, primeiro, não é por serem licenciados que os jovens se encontram no desemprego. Estão no desemprego porque temos um mercado de trabalho pouco desenvolvido e ainda insuficientemente necessitado de mão-de-obra qualificada. Precisamos de evoluir de uma economia de mão-de-obra intensiva, de baixos salários e baixas qualificações, para um modelo assente em trabalho mais qualificado e na exportação de um novo tipo de bens.
Por outro lado, e de acordo com o Relatório da OCDE, "Education at a Glance 2012", a diferença salarial de jovens com licenciatura para jovens com formação de nível secundário é de 69%. Daí, considerar-se que Portugal, ainda, é um dos países que mais compensa adquirir formação e qualificação.
Assim, e ao contrário do que por vezes se quer fazer crer, ter um diploma do ensino superior continua a ser um instrumento privilegiado para aceder a um posto de trabalho e uma garantia de que este terá, comparativamente, maior estabilidade, melhor remuneração e maiores possibilidades de progressão na carreira. Além de que, uma licenciatura continua a ser uma boa forma de resistir ao desemprego.
Para concluir, o desenvolvimento das sociedades exige, cada vez mais, o investimento nos seus principais recursos, as pessoas. Para isso, o caminho é qualificar, qualificar, qualificar!!!!
"Se não acredita no investimento da educação experimente investir na ignorância"
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