domingo, 20 de janeiro de 2013

Agradecimentos!!!!

Como tudo na vida, um projeto como a MAGS- consultoria, formação e eventos, também não se realiza isoladamente. É um caminho...e nesse caminho cruzamo-nos com pessoas que nos ajudam a realizar, com sucesso, os nossos projetos, sejam eles pessoais e/ou profissionais.

É neste entendimento que, mais uma vez, agradeço a  todas as pessoas que participaram e contribuíram para o sucesso do Workshop de Língua Gestual Portuguesa- nível básico, realizado no dia 19 de Janeiro de 2013.

São estes contributos que nos motivam a fazer ainda mais e melhor. 

Para o efeito,  apresentamos a agenda dos eventos, À Conversa sobre... previstos pela MAGS para o primeiro trimestre de 2013.

Brevemente será disponibilizado o formulário de inscrição!!!!

Esteja atento/a!!!!!!!!!!!!!!!!!




sábado, 29 de dezembro de 2012

Novas competências...precisa-se!!!

Vivemos um tempo de permanente mudança e o que define e carateriza essa mudança é a economia. Globalizada e ferozmente competitiva, exige de todos nós atitudes, competências e conhecimentos muito diferentes daqueles que se consideravam suficientes em épocas anteriores. 

Atualmente, tudo está posto em causa, a incerteza é a única certeza.

Longe vão os tempos em que um emprego para toda a vida era a norma e em que as baixas qualificações eram suficientes para o desempenho profissional da maioria das pessoas. 

Hoje, a realidade é bem diferente.

Neste contexto, e corroborando com o pensamento de um reconhecido autor, "vivemos um novo conceito de sociedade que necessita de um novo conceito de cidadão".

De um cidadão que se sente obrigado a envolver-se num trabalho incessante de formação e reformação; de aquisição e reaquisição de competências, sobretudo comportamentais como: a atitude positiva, a auto motivação, a auto confiança, a capacidade de resolução de conflitos, a capacidade trabalho em equipa, a criatividade, a flexibilidade e adaptabilidade à mudança e a resistência ao stress;  de preparação para uma vida de procura permanente de um emprego.

Sendo o fim de ano uma época propícia à reflexão e à formulação de votos de ano novo próspero, investir na educação/formação torna-se, cada vez mais, uma necessidade premente.



terça-feira, 20 de novembro de 2012

NÃO PODEMOS FUGIR-LHES MAS PODEMOS IDENTIFICÁ-LOS

Parece que está inscrito no nosso código genético "atenção, não podemos vencer".
Esta premissa serve para retratar, de algum modo, a sociedade atual. Sobretudo, a de um país que não cresce por culpa do individualismo, da inveja e do pensamento negativo.

O nosso principal "calcanhar de Aquiles" está relacionado com um problema de insatisfação permanente. Somos tradicionalmente insatisfeitos e isso torna-nos muito críticos de tudo e de todos. Revelamos um excesso de preocupação com o trabalho de quem está ao nosso lado e esquecemo-nos de concentrar esforços na construção do nosso próprio caminho. 

Além disso, temos muitas dificuldades em lidar com os êxitos dos outros. 
Entendemos que o sucesso alheio é o nosso insucesso.
Perdemos muitas horas das nossas vidas a cobiçar o que o outro tem, mas raramente estamos dispostos a trabalhar para chegar ao patamar que gostaríamos.

É duro dizê-lo, mas somos muito individualistas, até invejosos, e isso não nos permite ser bem sucedidos.
A somar a tudo isto, pensamos negativo. Todos os dias recebemos informações negativas, estamos sempre a debater os mesmos problemas para os quais nunca encontramos soluções. O "não" torna-se a palavra mais vezes evocada. Desde pequenos somos habituados a ouvir que as coisas são difíceis, que não conseguimos, que não temos, que não nos deixam, que não devemos fazer, que não podemos inovar, ou que não é possível sermos ambiciosos.

Para lidar com tudo isto, nomeadamente ao nível das relações do quotidiano,  é preciso saber detetá-las, primeiro, e adotar medidas defensivas, depois.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

LICENCIADOS EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO: 2002-2005 - FPCE-UP

Já se passaram 7 anos!!!!!!! Muitos de nós, por razões várias, perderam o contacto (muitas vezes só estabelecido através das redes sociais) sobre o percurso, profissional, académico e pessoal, após a conclusão da licenciatura.
De certeza, muitas histórias há para contar...
É neste sentido, também, que pretendo promover  a realização deste Jantar, solicitando a todos a máxima divulgação deste evento.
INSCREVE-TE JÁ!


sábado, 3 de novembro de 2012

Um Olhar Prospetivo sobre...a Orientação Vocacional

Antes de abordar o tema propriamente dito, importa referir  o que é isto de prospetiva. 
De acordo com alguns especialistas, a prospetiva é uma metodologia científica que procura reconhecer o futuro nos dados fornecidos pelo presente. Surgiu em França, por volta dos anos 60, e permite fazer uma previsão a longo prazo, nomeadamente no domínio das ciências humanas.Tem como principal característica antecipar esse futuro, tornando-nos  mais ágeis a reagir e também a identificar oportunidades. Dito de outra forma, privilegia a proatividade.
A minha familiarização com este conceito surgiu, quando da minha passagem pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mais concretamente no GPAR (Grupo de Prospetiva e Análise de Risco) no qual tive o privilégio de fazer parte

Durante décadas privilegiámos a estabilidade das escolhas profissionais. Hoje, sabemos que o desenvolvimento vocacional é um processo contínuo e que a nossa criatividade e os nossos potenciais podem ser descobertos, trabalhados e melhorados em qualquer altura da vida.

Na verdade tudo indica que é assim que as coisas terão que acontecer e, daí também, a necessidade de pensar a questão da vocação e perceber as ajudas que existem nas escolas e fora delas.
Cabe-nos, portanto, lançar a mão a novas ferramentas que favoreçam a nossa evolução pessoal e nos preparem melhor para a adaptação tempo em que vivemos e que nos permitam descobrir e aperfeiçoar novas competências, muitas das quais não sonhávamos ter.
Isto porque, enquanto sintoma de crise, a instabilidade tem a vantagem de nos obrigar a ir mais fundo na procura e desenvolvimentos dos nossos recursos, de maneira a usá-los melhor e o mais plenamente possível para podermos ultrapassar os obstáculos. E se este princípio se aplica em todas as épocas e nas situações mais variadas da nossa vida, neste momento, em concreto, não pode ser mais verdadeiro e oportuno.
Esta necessidade de nos ultrapassarmos traduz-se numa procura de aprofundamento do nosso auto conhecimento. Só isto permite ter uma consciência mais alargada das nossas competências, tornar mais claros os nossos interesses, conhecer desejos e motivações e fazer escolhas mediante esta realidade.


Neste sentido, e para que a Orientação Vocacional possa cumprir com a sua real finalidade, deve ser operacionalizada de maneira coerente, ou seja, mais que informar sobre as carreiras profissionais a Orientação Vocacional deve promover o auto conhecimento do indivíduo. 
Mais do que o ajudar a escolher uma profissão, a Orientação Vocacional deve auxiliar o indivíduo a adaptar-se à vida.

  

domingo, 28 de outubro de 2012

Por uma Escola de qualidade...

A principal marca que tem caraterizado a educação no nosso país, nos últimos anos, pode traduzir-se numa só palavra: instabilidade. Tem-se manifestado de forma particular na reorganização da rede escolar e dos planos e programas escolares; na avaliação dos docentes e não docentes; no estatuto do aluno e, sobretudo no processo de autonomia.
Embora se fale muito da autonomia das escolas, de facto, as medidas de política educativa efetivamente concretizadas por todos os governos(incluindo o atual), apontam num sentido contrário. A produção normativa do Ministério da Educação expressa diariamente uma permanente ingerência em áreas que, no meu entender, deveriam ser da exclusiva competência da gestão escolar. Só o respeito e a promoção deste processo é capaz de proporcionar o sucesso de qualquer política que se oriente para a melhoria do serviço público de educação e, consequentemente, para uma Escola de qualidade. Aqui entendida, como sendo a que tem a capacidade de satisfazer, antecipar e exceder as necessidades explícitas ou implícitas bem como as expetativas dos alunos, pais, funcionários e administração, tendo sempre presente a sua missão.
Escola de qualidade, que tem por preocupação, formar cidadãos ativos, esclarecidos, autónomos e socialmente intervenientes, com capacidades de aprendizagem permanente de "aprender a ser, de aprender a aprender, de aprender a fazer, de aprender a estar com os outros"
Esta escola de qualidade só é possível com o alargamento da capacidade de decisão nas escolas. Para isso é necessário, entre outras, que as escolas públicas disponham de quadros e equipas de dirigentes com elevados níveis de qualificação, nomeadamente ao nível das diversas vertentes da gestão escolar.

domingo, 14 de outubro de 2012

A desigualdade não fica à porta da escola.

Pela primeira vez, desde que são divulgadas as classificações das escolas, vulgarmente conhecidas por rankings, foi possível cruzar os resultados dos exames nacionais com a origem social dos alunos, nomeadamente as condições socioeconómicas e a escolaridade dos pais. 
Curiosamente, os estudos publicados até então, concluem invariavelmente pela “supremacia das escolas privadas face às públicas”, que as escolas do litoral apresentam genericamente melhores indicadores que as do interior, como seria de esperar num país assimétrico e litoralizado, sendo ainda que os polos de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga acolhem as escolas que genericamente melhores resultados evidenciam, que as escolas das regiões autónomas e do interior do país mostram mostram globalmente piores indicadores, etc. E assim foi este ano com as naturais excepções atribuídas ao esforço e competência dos professores e colaboração das famílias.
Por isso, parece-me claro que, para quem conhece minimamente o país educativo, estes dados são obviamente previsíveis.
Embora entenda que os dados relativos aos resultados dos alunos possam e devam ser tratados e divulgados, a minha questão é saber:
 “Qual o contributo significativo da organização e divulgação destes “rankings” para a melhoria da qualidade do sistema?”. 
Apesar de reconhecer algumas melhorias, são poucas as consequências ao nível de alteração de política educativa, sobretudo para as escolas com alunos com piores resultados.
Relembro, por exemplo, que o MEC definiu como critério de atribuição do crédito de horas para programas de apoio aos alunos, entre outras iniciativas, os resultados dos alunos ou seja, as melhores escolas terão mais horas para apoios e as que mais precisariam, são justamente as que menos terão. 
De acordo as palavras do Professor Joaquim Azevedo, publicadas no jornal Público, temos que contrariar a cultura de apoiar só as escolas com melhores resultados e encontrar formas de apoio e responsabilização para as escolas com alunos com piores resultados.
Sendo um defensor intransigente de uma cultura e prática de exigência, avaliação e qualidade, entendo  que  é preciso,  alertar  para as fragilidades e os efeitos perversos potenciados pelos rankings.
É reconhecido que existem escolas, privadas e públicas que recusam matrículas de alguns alunos para proteger a sua posição no ranking.

Concretamente aos resultados publicados, pelos mais diversos meios de comunicação, verificou-se o que há muito tempo venho referindo. Isto é, há fatores, sociais e económicos, entre outros, que influenciam os resultados escolares dos alunos.
Vivemos num país cheio de desigualdades e cada vez mais desequilibrado. O facto de todos os grupos sociais estarem na escola, sobretudo na pública, leva a que todos os problemas sociais se tornem problemas escolares.